NOVENA A SÃO MAXIMILIANO KOLBE - 13 AGOSTO 2015



Da carta aos Hebreus (10,5-7)

“Eis porque, ao entrar no mundo, Cristo diz:
Não quisestes sacrifícios nem oblação, mas me formaste um corpo.
Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam.
Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus para fazer a tua vontade.”


Reflexão: Dos escritos de São Maximiliano Kolbe
"Abandona-te cada dia mais nas mãos de Jesus e da Imaculada.
Não te aflijas pelas contrariedades e as dificuldades, mas entrega cada coisa à Imaculada.
Ela pode tudo: fará aquilo que quiser”(SK 975).



Testemunho:
Padre Ryan Holke - Missionário da Imaculada Padre Kolbe e responsável pelos Jovens da MI- SBC

"Hoje eu vou contar um pouquinho da minha experiência com São Maximiliano Kolbe, porque eu acredito que você também pode se beneficiar com essa história.

Quando eu cheguei aqui no Brasil- sou dos Estados Unidos, nasci na Califórnia- eu me tornei uma criança assim, sem querer. Nunca pensei em voltar a ser criança, mas como eu não falava português, as pessoas começaram a me tratar como criança.

Porque quando alguém não te entende, você repete mais uma vez, você fala mais alto, você fala bem simples para essa pessoa entender e todo mundo falava comigo assim e ao mesmo tempo eu tive que aprender tudo do zero.

E é engraçado que na nossa vida nada começa completamente do zero, mas em relação ao que é o nosso ideal na Milícia da Imaculada eu comecei do zero, porque eu não conhecia nada! Nunca tinha ouvido falar de São Maximiliano Kolbe (acho que só o nome), não conhecia a MI...enfim, não conhecia nada! Mas eu havia conhecido as Missionárias da Imaculada Padre Kolbe lá na Califórnia e elas me falaram: “Olha Ryan, se você quiser fazer voluntariado nós temos um grupo de rapazes lá no Brasil e você pode ficar com eles”.
E eu pensei: “Ah, ta bom né!” Eu queria fazer essa experiência de pensar mais em Deus, de ajudar o próximo, então eu vim para cá. Só que esse grupo de rapazes eram os Missionários da Imaculada Padre Kolbe e pensavam que eu era um vocacionado. Eu pensei: “Ai, ai, ai, e agora? Bom, vou fazer assim... Senhor, eu não vim aqui para ser um missionário, mas já que eu não tenho mais o controle da situação e não tem nada daquilo que eu imaginei, eu vou ficar e fazer o que me disserem”.
Cheguei aqui com prancha de skate, dinheiro para comprar prancha de surfe. Pensei que ia trabalhar perto do litoral; eu estava todo esperançoso, pensando em arranjar uma namorada brasileira- mas não era isso que aconteceu!

Me falaram que as missionárias trabalhavam numa ilha ajudando famílias carentes, eu pensei: “Uau, maravilha! Deve ter uns recifes, umas ondas...”
Mas acontece que nessa ilha hoje eu sou pároco, e ela fica dentro da Represa Billings, então não é uma ilha no mar, mas quando eu percebi que Deus havia me conduzido a este lugar maravilhoso, mas totalmente diferente daquilo que imaginei, eu fiz um pacto. Disse assim: “Senhor, não foi por isso que eu vim, mas eu vou fazer como se eu tivesse vindo para fazer isso mesmo, então se me pedirem para rezar eu, vou rezar, se me pedirem para fazer algo, eu vou fazer, como se eu fosse um vocacionado, mas o Senhor sabe que não é isso que estou pensando”.

Ai alguém me deu um livro de São Maximiliano Kolbe, então resolvi ler. Todo mundo ficava falando São Maximiliano Kolbe para cá, Milícia da Imaculada para lá, a rádio... mas essa rádio eu nunca via! Eu só ficava dentro de casa. Acho que os missionários pensavam assim: “Esse gringo não fala nem português, vai fazer o que nessa rádio?!”
Então eu não conhecia a obra e ai comecei a ler e conhecer a história de São Maximiliano, desde que ele era pequeno, as duas coroas da pureza e do martírio, como ele foi crescendo e ai começou a chamar muito a minha atenção quando ele começa a utilizar os meios de comunicação. Como seu pensamento era aberto e como abrangia o mundo inteiro!
E pensei: “Nossa! O mundo inteiro cabe no coração desse homem”.
Ele queria ir para a Índia, China, Japão, aqui no Brasil, América Latina, África e escrever em todas as línguas... era uma pessoa de um dinamismo impressionante!
Mas o que foi o anzol que me pescou foi ele no campo de concentração. Porque eu já havia estudado sobre os campos de concentração, a época do nazismo no ensino médio e lá na minha cidade, aliás na cidade vizinha, temos um museu dos campos de concentração, do Holocausto e quando você entra você recebe o nome de uma pessoa que foi presa. E ai você vai vendo tudo o que aconteceu com essas pessoas e no final você fica sabendo se ela morreu ou sobreviveu a essa experiência. De todos os jovens que entraram nesse lugar, somente 5 ou 6 haviam sobrevivido. E eu pensei: “Esse é um lugar horrível, de um sofrimento tremendo, como é que São Maximiliano Kolbe entrou nesse lugar e não se sentiu preso?!”
E essa é a verdade, quando ele entrou naquele lugar talvez ele pensou: “Senhor, aonde você está?”
E eu tenho certeza que ele ouviu no seu coração que Deus estaria aonde ele deixasse que Ele fosse presente, através do seu sim, através da sua disposição. A nossa vida, a nossa carne colocada à disposição de Deus para a vida dos outros e foi isso que São Maximiliano fez.

No ano passado tivemos a oportunidade de ir a Auschwitz, de ver a cela, de entrar por aqueles portões e eu pensava assim: “É isso! Entrar para o nosso mundo, entrar pelas periferias existenciais, as periferias geográficas, ir aonde ninguém quer, aonde ninguém acha que Deus se lembra, ir para aqueles lugares aonde as pessoas se sentem abandonadas e ali entregar tudo o que a gente é para ser um sinal de Deus”.
E esse foi o caminho de São Maximiliano Kolbe! E enquanto fizermos isso, nós vamos ser pessoas livres, porque não há lugar aonde você não possa dizer o seu sim a Deus. Não tem prisão, não tem dificuldade, não tem doença, não tem coisa que possa acontecer em nossa vida que possa tirar a oportunidade de dar a vida por alguém, de ser um sinal.

E como a gente pode dizer o nosso sim?!
É como a gente pode, é com palavras, às vezes é com nossos recursos, às vezes com nossos dons.
É impressionante ver como Padre Kolbe, quando não lhe sobrou mais nada- ele fez de quase tudo, conversou com as pessoas, falava no trem, ia para lá, para cá, usava os meios de comunicação, mas quando ele não tinha nada disso- ele deu a própria vida e ele fez como o próprio Cristo.
Ele morreu por um pai de família! Como diria o Evangelho, haverá mais alegria no céu por um só desses pequenos que se salvam, do que pelos noventa e nove que não estavam precisando.
Padre Kolbe entendeu isso e eu lembro da minha experiência no início: Se Deus me chamasse aqui para ajudar uma pessoa, teria valido a pena. Só que eu descobri que na verdade, quando a gente dá o nosso sim a Deus, Ele nos usa para fazer coisas impressionantes. E o que nós experimentamos é a gratidão, porque a MI é uma família muito bonita, que tem uma missão muito grande. Deus me deu a graça de participar, mas deu a você também essa graça. Ele nos chamou de muitos lugares, de muitas experiências, de muitos tipos de vidas. Alguns de nós moramos no norte, outros no sul, sudeste, centro-oeste, nordeste; no interior, outros na cidade; na velhice ou na juventude. De todos os cantos Deus nos chama para viver uma única missão de amor: de sermos suas testemunhas e de irmos atrás daquele um, que precisa de nós.
Às vezes a gente pensa em conquistar o mundo inteiro, mas como a gente conquista o mundo inteiro? Começa com nós mesmos, depois com aquela pessoa que precisa de nós.

Vamos então pedir a intercessão de São Maximiliano Kolbe, para que possamos abraçar a obra de todo o coração e que nós possamos dizer nosso sim, não desanimar nunca! E que tenhamos a coragem e a força de dar a nossa vida. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Salve Maria Imaculada!"
(Homilia do dia 11 de agosto)


Oração a São Maximiliano:
São Maximiliano,queremos abrir o nosso coração a ti para que tu o acendas com aquele amor e aquela paixão pelo Reino que animou a tua existência e que te colocou no caminho sobre as estradas do mundo.
Contigo, desejamos entregar cada dia da nossa vida ao Senhor, através das mãos da Imaculada e rezar uns pelos outros, para que juntos possamos “jogar as redes” da confiança e da esperança.
Cremos que o teu ideal de vida e de missão pode conquistar o coração de tantos irmãos;
Ajuda-nos a descobrir a alegria de uma vida doada. Amém.


Pai-nosso... Dez Ave-Maria, Glória ao Pai... Consagração.

Canto final: São Maximiliano

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